Projects Fail for the Same Reasons and Nothing Is Done about It. What about Your Organisation?

Robson Lelles:

I do recommend this reading.

Originally posted on Leading in a Complex Environment:

About a decade ago, when we analysed project failure, one response received was this: “Projects fail for the same reasons and nothing is done about it”. One wonders, what about today? Below are some root causes of highest-impact problems. Could it be some of those exist in your organisation? Are they being solved? If not, you may be able to make a high-impact difference by entering them into operational and project-level risk management processes.

A common way to go about solving complex challenges is to break the challenge down into manageable parts. Addressing problems in this way works fine when the problems are located within these parts. The trouble, however, starts when the dependences between the parts become too many to oversee. The trouble increases when there is insufficient budget to properly address all the parts or the implications of changes cannot be understood. One of the parts, risk management…

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Os Tres C’s da Liderança

Há um tripé indissociável para o bom profissional, conhecido como os 3 C’s: Comunicação, Conhecimento e Competencia. É preciso ter os tres bem desenvolvidos, pois ter apenas dois deles sempre leva à frustração.

Já imaginaram? 

1 – O profissional que tem conhecimento e competencia, mas não sabe comunicar, em geral é preterido e só é lembrado nos momentos de sufoco, sendo esquecido logo depois, para só ser lembrado de novo quando um novo sufoco aparecer. Promoção? Nem pensar, ele está sempre no fim da fila e quase ninguém se lembra dele. Pode ser pior ainda quando ele se comunica, mas o faz de maneira errada: aí ele granjeia inimigos para si mesmo. 

2 – O profissional que tem conhecimento e comunicação, mas não tem competencia é um teórico, que não consegue transformar seu discurso em realidade. Acaba se achando injustiçado ou achando que o mundo é contra ele, pois suas ideias são boas e todos as compreendem, mas elas nunca se tornam reais, pelas mais diversas desculpas, todas muito bem comunicadas. Um profissional desses se arrasta por anos dentro de uma empresa, até que um gerente o descobre e o demite. 

3 – O profissional que tem comunicação e competencia, mas não tem conhecimento é perigosíssimo para a empresa, pois alia um poder de convencimento tremendo à sua ausencia de conhecimento, o que pode levar a empresa a embarcar em canoas furadas que a levarão ao desastre. Ele é capaz de liderar sua equipe rumo ao desastre, e todos irão felizes e convencidos de que tudo dará certo. Quando tudo finalmente vem à tona, ele já tem preparado toda uma argumentação incrível, que justificará o fracasso, que em geral recairá na falta de apoio da empresa ao projeto que ele liderou e aos vários fatores “inesperados” (porque desconhecidos por ele) que surgiram ao longo do processo. Para esse tipo de profissional, só mesmo um líder que reúna os tres C’s, para poder detecta-lo e corrigi-lo, dando-lhe o conhecimento de que precisa, ou desliga-lo, em caso de resistencia, porque sim, alguns desses profissionais não conhecem e não querem dedicar tempo para adquirir o conhecimento de que necessitam.

Precisávamos passar por isso

Maldito é o homem que deposita suas esperanças em outro homem… Isso nunca mudou e não será agora que vai mudar.

Meu pai me criticou severamente quando votei LULA13 em todas as vezes que ele concorreu à presidencia. Ele dizia que quando as pessoas que sustentavam a campanha presidencial do PT estivessem no poder elas iriam mostrar a que vieram. Então eu respondia: pois então que eles assumam o poder, mesmo que seja para desencantar a mim e a tantos outros que acreditaram que eles seriam capazes de fazer a diferença.

Pois bem, LULA13 finalmente foi eleito e assumiu o governo nas dores de parto da crise americana, que mais tarde se converteu na crise mundial que ainda assola o mundo. E o que ele fez? Ele simplesmente foi sensato, não virando à esquerda ou à direita. Simplesmente fez o dever de casa, institucionalmente falando. 

 
Seria ERRADO dizer que ele fez tudo errado: ele simplesmente não tinha alternativa, pois a outra alternativa inviabilizaria o seu governo e qualquer futura intenção do PT retornar algum dia ao poder. 

Isso tudo referindo-se à linha de frente, ao visível, ao aparente, porque nos bastidores, o PT se revelou IGUAL – não pior, nem melhor – aos demais partidos. A corrupção é a mesma, só que com tempero de esquerda, adicionado de uma multidão de olhos atentos às escapadela petralhas e uma tecnologia que publica ao vivo e em cores cada escorregadela dos homens e mulheres públicos do governo.

A nojeira é a mesma, seja ela vinda do PT, PMDB, DEM, PR, PP ou PTB. Está aí o Mensalão que não me deixa mentir. Quem não puder suportar que feche os olhos e tape o nariz, porém não atribua a quem quer que seja um milagre repentino, que na verdade é mera consequencia de décadas de história e conjunturas economicas e sociais que, longe de serem obra do acaso, também não foram concebidas e paridas exclusivamente pelo PT e os partidos prostitutos que a ele se aliaram no intuito único e exclusivo de se perpetuarem no poder, independente de quem lá estivesse. De “Sapo Barbudo”, LULA13 virou “O Cara”, unicamente porque ali estava o presidente eleito, qualquer que fosse a pessoa.

É de uma pretensão desmedida e mitológica atribuir a LULA13 e seus 37 ladrões o papel de salvadores do mundo civilizado, como Obama quis que acreditássemos (This the guy!). O mérito do primeiro governo do PT está na obediencia às obrigações mínimas que se poderia esperar de um governo, assim como este também é o mérito de seus antecessores no trono presidencial.

Pois bem, eis que meu pai estava certo e eu não estava errado: o Brasil precisava saber o que é o PT no poder, para poder saber o que fazer com ele no futuro. E cá para nós, o futuro, politicamente falando, é sombrio, porque nada melhor podemos esperar dos outros partidos. E o PT conseguiu nos mostrar que é um partido igual aos demais que tanto o demonizaram: fisiológico, imundo, digno de ir para a mesma sarjeta onde os outros já estão.

E a nós, cabe parar de jogar LIXO nas urnas a partir de 2012.

Vamos tão bem quanto dizem? Claro que sim!

Em termos macroeconomicos, é fato que vivemos uma onda de prosperidade que se configura suficientemente longa para mudar definitivamente a cara desse país. É certo, no entanto, que nem todos as profissões estão se beneficiando igualmente dessa onda de prosperidade.

Algumas delas, importantíssimas cerca de uma década atrás, estão em franco encolhimento em função de avanços tecnológicos que simplesmente estão dizimando a necessidade por determinadas funções e serviços. Por isso temos tanta gente qualificada sem emprego – aqui e no mundo inteiro.

Na outra mão, temos petróleo sendo descoberto no Rio de Janeiro e em Sergipe, o suficiente para daqui a pouco termos algo equivalente a uma Dubai tropical por essas bandas, sem o inconveniente do deserto. Já vivemos o pico de demanda por obras e serviços em função das Olimpíadas e Copa da FIFA, que por sua vez já trouxeram de volta o megaevento Rock in Rio.

Esse é um bom momento para se estar no Brasil se o profissional é afeito a cimento, areia, ferro, solda e petróleo. Quem atende a essa população também se dá muito bem, pois esse povo precisa comer, dormir, vestir, estudar, se divertir, etc.

A decisão governamental – heterodoxa, por sinal – de fazer o dinheiro começar a circular de baixo para cima – do pobre para o rico, em vez de do rico para o rico, como sempre foi – parece ter trazido benefícios palpáveis para quem provê o consumo básico e seus indiretos, além de ter fortalecido o mercado interno, a ponto de termos sentido apenas uma “marolinha” na tsunami que foi a Crise Americana de 2008 – que se estende até hoje, por sinal.

O avanço da informática tem permitido ao governo ser mais zeloso quanto à arrecadação tributária e ele tem feito bom uso dessa facilidade, principalmente no cruzamento de informações dos contribuintes, o que está minando aos poucos, mas progressivamente, a secular informalidade típica da nossa economia.

Mas é bom que se entenda uma coisa: não nos tornamos o El Dorado. Nossas casas ainda são de tijolo e não tropeçamos em diamantes na rua, a menos que ele tenha caído das mãos de algum ladrão apavorado.

Se este quadro te anima, então prepare-se correndo, por que a tendencia é a fila crescer.

Enquanto EUA e Europa choram o petróleo derramado…

Falam do Brasil estar na contramão da história por insistir na exploração de petróleo em águas profundas, enquanto EUA e Europa paralisam suas operações para repensar seu futuro. Tudo isso é fruto do acidente no poço da British Petroleum na costa americana. Acusam-nos de excesso de confiança. Não se trata de excesso de confiança. Quem conhece a Petrobras sabe da seriedade como são guiados os projetos por lá. Na verdade a notícia mostra que até certo ponto estamos “descolados” da realidade dos EUA e Europa, o que é um sinal no mínimo intrigante, senão vejamos: No século XIX, os EUA não eram potencia economica ou militar. Esse posto cabia ao Reino Unido. Chegando ao século XX, o advento da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) arruinou a economia da Europa. Sobrou para o vizinho próspero mais próximo no Hemisfério Norte – sim, os EUA -, que aí experimentaram um crescimento explosivo, sendo alçados à categoria de potencia economica, ao tornarem-se o principal credor (empréstimos para reerguer a Europa) e principal exportador para a Europa arruinada. Sim, a Europa precisava de dinheiro e materiais para se reerguer. E os EUA estavam logo ali. A 2ª Guerra Mundial (1938-1945) alçou os EUA ao patamar de potencia militar, com a recém-formada URSS. A sequencia de conflitos internacionais localizados na Europa desde 1914, aliada ao fato que a economia americana era voltada prioritariamente para atendimento do mercado interno – “descolada” da realidade européia, portanto – formaram a mola mestra da ascenção americana. Note-se que os EUA só se envolveram militarmente no conflito a partir do ataque japones a Pearl Harbor, já na segunda metade do conflito. Anos atrás, “experts” reclamavam que a economia brasileira era muito fechada, que deveria se abrir mais. O resultado está aí: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem tão perto, nem tão longe. Nem muito lento, nem muito rápido. Este parece ser o ponto ideal. Uma vez que a crise de 2008 ainda nos trará um repique típico dos grandes terremotos, vale a pena aguardar os próximos seis meses e ver no que dará. Enquanto isso, trabalhemos com força e com vontade neste início de século XXI.

A Copa e o Complexo de Viralata

Prezados líderes:

Atentem para o fato de que voces SEMPRE terão, entre aqueles que assistem o desenrolar da sua performance diária:

  1. Aqueles que aplaudem e assobiam entusiasticamente enquanto tudo dá certo e passam a apupar e atirar ovos podres e tomates quando acontece a sua primeira bola na trave. Como membros da equipe, só os reconhecemos de fato quando algo indica a probabilidade de dar errado, pois este é o momento em que automaticamente largam suas ferramentas, tiram as mãos dos remos e se calam, esperando a definição da tragédia. São adesistas de primeira hora, mas também são os primeiros a abandonar o projeto ou a causa, optando por algo de mais destaque no momento.
  2. Aqueles para quem nada, nunca, está certo e nada, nunca, funcionará.Estatísticos que são, sabem que ser humano nenhum é perfeito e portanto, sabem que um dia eles estarão certos em seu amargor rotineiro, quando então levantarão aquela placa que sempre carregam consigo, com os dizeres “EU JÁ SABIA!”. Como membros de equipe, murmuram enquanto trabalham, inoculando seu veneno em doses generosas nos outros membros da equipe. Se confrontados, nunca tem comentário a fazer, permanecendo de cabeça baixa, acumulando seus ressentimentos por terem sido convidados a opinar num momento que julgam inadequado – cedo demais para que saibam o que opinar ou tarde demais para que algo possa ser feito a partir da sua sempre sábia opinião. Depender da opinião de um desses é estar sempre inadequado ao momento, pois nunca haverá solução possível saindo daquela pobre cabeça, a não ser o fato de que nada está como deveria ser.

Muito provavelmente, muitos de nós já nos deparamos com um desses tipos em nossas equipes ou platéias. Com Dunga, Felipão, Zagallo e Andrade não foi diferente.

A auto-estima do brasileiro merece um estudo de caso, pois conforme dizia Nelson Rodrigues, “o brasileiro médio sofre do Complexo de Viralata” ou:

  • Só o primeiro lugar importa;
  • O segundo colocado nada mais é do que o primeiro dos perdedores;
  • A vida só faz sentido com uma vitória esmagadora por dia ou então merecemos ser escorraçados como cães lazarentos.

Definitivamente, a vida não é assim. Viver assim adoece e mata de frustração.

Esta noção tem feito a fortuna de apústulas (apóstolos da doença) e putriarcas (patriarcas da podridão) no mundo inteiro, que tem se locupletado dos bolsos dos rebanhos, enquanto berram a plenos pulmões que “DEUS lhe dará, se voce der – e mais lhe dará, se voce der mais! Não aceite de DEUS nada menos que a vitória esmagadora e imediata!”. Não é exclusividade dos brasileiros, portanto.

Dentre os mais de 140 países afiliados à FIFA, ficamos entre os oito melhores. Mais de 130 países tiveram desempenho aquém do nosso – países tradicionalmente fortes como Itália e França! Perdemos por um gol de diferença. Nuestros hermanos del Plata caíram de quatro ante os alemães e ainda assim foram recebidos como heróis en su terramadre. Nós desejávamos a forca para os “desgraçados” que nos expuseram à desonra de estamos entre os melhores, mas não sermos absolutamente os melhores dentre os melhores.

Pobres viralatas, carentes de auto-afirmação diária, com as costelas a furar-lhes o couro, pelo ouro não conquistado – de que lhes adiantam a prata e o bronze?

Pobres viralatas, crentes na mentira penta-secular da predestinação de campeões invencíveis, de eterno país do futuro, que não tem que galgar a montanha passo a passo, pois já nasceram no topo dela! Ao que julga estar de pé, cuide para que não caia. Ao que julga estar no topo, cuide para que não escorregue – a descida é íngreme e escarpada – fala aquele que já escorregou do topo.

O dia em que aprendermos a trilhar o caminho onde o revés ensina a triunfar além da humilhação, seremos então bem mais felizes e realmente vencedores.

A não ser a mim mesmo

Creio que esta covardia não se limite ao Senado, mas também aos que lá instalam essa corja a cada nova eleição.

Ao que parece, nós os eleitores não conseguimos correlacionar o nosso ato de votar com a sujeirada toda que acontece nas Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas e Congresso Nacional.

Nenhuma conseqüência de nossa negligência ao votar nos passa impune – é preciso compreender definitivamente que somos nós a sofrer a conseqüência do menor dos nosso atos, ao clicar aqueles números na máquina de votar. A grande maioria das pessoas que estão ocupando aqueles cargos não trazem em si a vocação de defender interesses do povo. Estão lá para defender interesses de seus patrocinadores de campanha, que nos convencem a votar nos seus fantoches a cada nova eleição.

Tenho sido absurdamente criterioso na escolha dos meus candidatos, mas só posso ajudar a eleger um vereador, um deputado estadual, um deputado federal, um senador e um presidente por vez. É pouco, pouquíssimo ante a multidão de parasitas que se sentam ao lado dos meus eleitos. No fundo, temo por aqueles que ajudei a eleger, tão solitários que são.

Persistimos em votar nos candidatos de sempre e nos filhos e netos dos candidatos de sempre, que infelizmente outra vida não conhecem, que não aquela em que o povo lhes provê os votos que precisam para prosseguir com a sanha extrativista dos recursos públicos, que deveriam servir à educação, saúde e habitação daqueles que os elegem, mas que certamente engordam – ao nível de obesidade mórbida – a educação, saúde, habitação e cofres de si mesmos e de seus descendentes. Os reis e seus príncipes, de tão obesos e inchados, estão entalados em seus tronos e não tem a menor disposição de sair dali, por uma questão de inércia que já se tornou direito adquirido. E nós? Seguimos anêmicos de representatividade legítima, de eleição em eleição.

A limpeza desse país, se há um lugar onde deve começar, este lugar é nas mãos daqueles que apertam os números da máquina de votar e não nos parasitas que se instalam nas Câmaras, Assembléias e Congresso, graças à nossa incapacidade de entender que eles são colocados lá pela nossa digitação naquela maquininha.

Não somos tão auto-suficientes como pensamos.
Precisamos de representantes dignos nas Câmaras Municipais.
Precisamos de representantes dignos nas Assembléias Legistativas estaduais.
Precisamos de representantes dignos na Câmara dos Deputados em Brasília.
Precisamos de representantes dignos no Senado.
Precisamos de representante digno na Presidência.

Mas não queremos aceitar que é a sujeira das nossas mãos que determina que essa corja de parasitas se instale nesses lugares para nos causar tanto mal por décadas e décadas.
E ainda nos orgulhamos da nossa democracia, afinal conquistamos o sagrado direito de causar mal a nós mesmos pela nossa livre iniciativa.

Como bem canta Lobão (o cantor, não o parlamentar): “Eu não posso causar mal nenhum / A não ser a mim mesmo / A não ser a mim…”

Da minha parte, eu aqui rejeito todo o mal que o voto ignorante e negligente eventualmente venha me causando todos esses anos.

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